
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Nossa vida em tiras
Segue um apanhado de várias tiras que dizem respeito a pelo menos alguns de nós.
Bom divertimento a todos
DHF
Saudações Socialistas
domingo, 9 de setembro de 2007
Apuração ( parcial perante o territorio nacional) do plebiscito realizado nas Faculdades Integradas FAFIBE de Bebedouro
Em números :
No total de votos: 1025
1º pergunta :Em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce- patrimônio construido pelo povo brasileiro- foi fraudulentamente privatizada, ação que o governo e o poder judiciário podem anular. A VAle deve continuar nas mãos do capital privado
Sim:95
Não:901
Brancos e nulos:29
2º pergunta :O governo deve continuar priorizandoo pagamento dos juros da divída externa e interna, em vez de investir na melhoria das condições de vida e trabalho do povo brasileiro ?
Sim:96
Não:901
Brancos e nulos:28
3º pergunta : Você concorda que a energia eletrica continue sendo explorada pelo capital privado, com o povo pagando até 8 vezes mais energia que as grandes empresas ?
Sim:45
Não:953
Brancos e nulos:27
4º pergunta : Você concorda com uma reforma da Previdência que retire direitos dos trabalhadores ?
Sim:42
Não:954
Brancos e nulos:29
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Plebiscito Popular já recolhe milhares de votos em todo o país
• Iniciado no dia 1º de setembro, o Plebiscito Popular está agitando todo o país, recolhendo milhões de votos na base das categorias e entre a população em geral. A votação ocorre até o dia 9 de setembro. No dia 7, dia da Independência, o já tradicional Grito dos Excluídos contará com manifestações nos estados com as bandeiras levantadas pelo plebiscito. Veja abaixo como está o plebiscito em algumas regiões.Minas GeraisO estado mineiro é destaque na organização e realização do plebiscito popular. Ainda na fase de preparação, cerca de 300 mil boletins da Conlutas estadual foram distribuídos nas bases para a divulgação da votação, além de milhares de cartazes.A Coordenação Nacional de Lutas, uma das principais entidades que estão à frente do plebiscito, pretende coletar cerca de 300 mil votos. No entanto, o comitê no estado reúne ainda todos os importantes movimentos e organizações sociais, como as pastorais sociais e as organizações da Via Campesina, com exceção da CUT e da UNE. O estado, que abriga a sede da Companhia Vale do Rio Doce, está na vanguarda do plebiscito.Rio de JaneiroNo estado do Rio, até o dia 3, já haviam sido distribuídas cerca de 750 urnas para o recolhimento dos votos. A expectativa do comitê estadual organizador do plebiscito é que elas cheguem a 900 até o fim da votação. A votação do Plebiscito Popular se combina com as atividades do movimento das categorias no estado. Desta forma, o plebiscito foi incorporado pelos servidores da Justiça estadual, que pararam nos dias 4 e 5 de setembro.Durante o congresso do Sindsprev-RJ (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social), que terminou no dia 2 de setembro, a grande maioria dos 750 delegados de todo o estado votou nas quatro questões do plebiscito. Apesar do boicote da CUT, que rompeu com o comitê para encaminhar o plebiscito com apenas a primeira questão a fim de proteger o governo, a votação com as quatro perguntas segue forte, envolvendo um amplo conjunto de entidades e movimentos sociais.São PauloNa capital paulista, os professores da Oposição Alternativa estão coletando votos em mais de 300 urnas. Só na Zona Oeste, são mais de 100 urnas. Os militantes do PSTU que atuam no setor realizam o plebiscito em cerca de 70 escolas da capital.A urna do Ipen, órgão federal localizado no campus da USP, organizada pela Conlutas, coletou mais de 400 votos num único dia. Durante a votação, vários servidores afirmaram ter tomado conhecimento do plebiscito através do programa do PSTU na TV, veiculado no dia 30 de agosto.Em São José dos Campos (SP), a votação foi aberta com um ato público no dia 1º no centro da cidade. O Sindicato dos Metalúrgicos disponibilizou urnas fixas e itinerantes em 100 fábricas. Há urnas também nas escolas, igrejas e feiras. Além dos metalúrgicos, químicos, trabalhadores da alimentação, funcionários dos Correios, condutores, servidores de Jacareí e São José (oposição), petroleiros, professores e aposentados estão mobilizados na coleta dos votos. Na região de Barretos, militantes de base ligados ao sindicato dos trabalhadores da previdência, partidos políticos e movimento estudantil tambem estão se mexendo e angariando mais votos; em Bebedouro, um núcleo de alunos da Faculdade Fafibe têm percorrido a instituição e conseguindo milhares de votos entre os estudantes, professores e funcionários da instituição. Movimentos sociais, como os sem-teto do Pinheirinho e o MST também participam ativamente do plebiscito na região.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Vinicius de Moraes
Operário em construção
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Um operário em construcão.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma subita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Começou a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que nao dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução
Como era de se esperar
As bocas da delação
Comecaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação.
- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.
Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porém, por imprescindível
Ao edificio em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Nao vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martirios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construido
O operário em construção
Vinicius de Morais
PLEBISCITO NA FAFIBE
NA NOITE DO DIA 4 JA FOI REALIZADO EM ALGUMAS SALAS, A ADESÃO ESTA SENDO ACIMA DO ESPERADO, ESTAMUS MUITO FELIZES POR OS ESTUDANTES DA FAFIBE ESTAREM PARTICIPANDO.....HOUVE DEBATES EM ALGUMAS SALAS, MUITO BOM ISSO, EH UMA PENA QUE PARTIU DE APENAS UM PROFESSOR E NÃO DE CENTENAS DE ALUNOS.....AINDA MAIS QUE JÁ SABEMOS AS IDEIAS DO PROFESSOR EM QUESTÃO QUE AINDA SE UTILIZA DE LOMBROSO( UM ANTROPOLOGO DO SECULO XIX), BOM POR ENQUANTO É SO, EM BREVE POSTAREMOS O QUE OS OUTROS ALUNOS PARTICIPANTES ACHARAM........SAUDAÇÕES SOCIALISTAS A TODOS...

